Parceiro

Últimas Notícias

Curtir ou não curtir...


Muito se fala de homofobia (porque está na moda para os pauteiros de jornais), mas pouco ou nada da Cristofobia. Dessa ojeriza a qualquer manifestação religiosa ou de fé que vai de encontro às garantias expressas na Constituição brasileira. Movimento crescente nas redes sociais que caminha pari passu com a ascensão da militância LGTB e de grupos ateístas no país.

A mais recente manifestação de preconceito religioso vem daqueles que tentam ditar regras de conduta para redes sociais, notadamente o Facebook, o que mais cresce no país. A tentativa é desqualificar pessoas que querem expressar suas ideias e sentimentos na rede, apontando comportamentos considerados inconvenientes por essa “elite pensante” que tenta fazer das redes sociais um chá das cinco na Academia Brasileira de Letras.

Vejo muito do nazismo nesse tipo de atitude. E, como sempre, as manifestações (consideradas) religiosas acabam sendo o alvo principal. O jornalista Lucas Sposito publicou no site Clubalfa, da editora Abril, dez dicas para o leitor (a publicação é altamente machista, por sinal) manter um “bom nível” no seu Facebook. Bom nível pra quem? Começa por aí.

Mas vamos lá. O mandamento de número 6 do preconceituoso jornalista diz literalmente assim: “6. Jesus, Alá, Buda e Odin não têm Facebook. Mesmo que você acredite que um deles esteja lendo, publicar na rede social não é a melhor forma de pedir ajuda ou agradecer a graça recebida”. No mandamento 7 ele tenta mostrar que é isento: “7. Não vale só para os religiosos. Você não precisa mostrar que é ateu, e nem vai convencer alguém a virar um compartilhando imagens”.


Meu argumento é simples: quem disse que alguém que compartilha imagens com conotação religiosa ou não quer convencer alguém a virar um “qualquer coisa” ou religioso ou ateu. As pessoas fazem isso porque são livres para manifestar seus pensamentos e opiniões. Assim como ele pode e deve expressar a sua. Mas ele não deve dizer que a sua opinião é aquela que fará com que as coisas que ele enxerga tenham “nível”.

Enfim, é uma singela crítica que mostra como caminha o movimento articulado pela apostasia da sociedade brasileira. Nada contra esses movimentos e esses engajamentos. Prefiro pessoas com opinião às massas de manobra. Mas entro no contraponto desse tipo de manifestação dizendo que sou livre para fazer o que quiser nas redes sociais, desde que isso não fira os meus princípios. Não me preocupo com as regras que um pretensioso articulista tenta vender como comportamento de “nível”. Vai catar piolho de poodle, meu amigo, que eu sou livre para manifestar minha fé.

Para não dizer que não falei das flores, um versículo: “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”.
Colossenses 2:6-8