Posted by : Fred Novaes quarta-feira, 31 de julho de 2013


A maior marca da passagem do Papa pelo Brasil parece ter sido a declaração inclusiva aos gays feita num avião de volta a Roma. Pelo menos foi o que deu a entender a mídia sensacionalista nacional e seus alto-falantes nas redes sociais. Interpretação dúbia para uma declaração efetuada num contexto específico em resposta a um questionamento da repórter Ilze Scamparini.

A pergunta tinha por base uma manchete sensacionalista de um jornal italiano citando o relacionamento homossexual de um membro do Vaticano que estaria sendo protegido por um lobby gay interno na administração episcopal. Em sua resposta, o papa disse dentre outras palavras: "Se uma pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?".

Foi o bastante para os ativistas gays incendiarem as redes sociais. Aproveitando para comparar com a postura dos chamados crentes em relação ao homossexualismo. Os católicos foram às ruas mostrando a diferença no discurso de "ataque" dos evangélicos, argumentando que essa é a verdadeira postura cristã.

A questão não é o que o papa disse, mas o que ele deixou de dizer. A aceitação amorosa de todas as pessoas é uma atitude cristã. Jesus foi amoroso com todos os pecadores dispostos a rejeitar seu pecado. Os cristãos também são assim. A igreja católica ou evangélica também deveria agir assim. Aceitando as pessoas como elas são, sem querer transformá-las por meio de legalismos estéreis, mas pela obra regeneradora do Espírito Santo.

Mas isso não quer dizer que o corpo de Cristo vai deixar de expor a verdade sobre o comportamento homossexual segundo a Bíblia, somente para não constranger aqueles que adotam essa prática. Coisa que o pontífice fez questão de omitir para não desagradar o pensamento da maioria. Preferiu um discurso carregado de hipocrisia que coaduna com o pensamento de quem tenta impor o celibato como uma condição natural para a humanidade, a partir do exemplo dos sacerdotes.

Alguns padres e religiosos de linhagem católica se apressaram em explicar que a igreja do papa aceita a homossexualidade, desde que o homossexual se abstenha de seu prazer sexual. Hipocrisia deslavada. Assim como a imposição do celibato para todos os sacerdotes, fato que desperta grande número de aberrações no meio católico. É claro que a opção pelo celibato é possível e verdadeiramente cristã. O apóstolo Paulo a fez, mas é uma exceção. Para os demais, é melhor casar do que viver "abrasado". Precisa ser uma opção e não uma regra.

Mas voltando ao tema da postagem, o papa deixou de explicar o que representa a homossexualidade de acordo com a explicação bíblica. Em Romanos, Paulo nos explica que a homossexualidade é consequência do abandono de Deus àqueles que o rejeitaram deliberadamente e ainda fizeram pouco caso do criador. "Por isso Deus os abandonou às paixões infames...". (Romanos 1:26a). "Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si". (Romanos 1:24).

Quem lê o primeiro capitulo de Romanos percebe que toda essa explicação bíblica para a homossexualidade faz referência à ira de Deus sobre a humanidade desconectada de seu criador que será revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça. A condição homossexual não é da natureza humana. É um comportamento nascido da consequência de o homem ter rejeitado a Deus. "Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis". (Romanos 1:20)



Dizer essa verdade não é politicamente correto nos dias de hoje. É homofóbico, dirão os ativistas. Como bem disse o músico cristão Stenio Marcius: "Todo mundo quer se sair bem na fita como 'paladino do amor' porque aceita tudo, inclui tudo, crê em tudo, justifica tudo. Isso é pós-modernidade e não o evangelho do Senhor Jesus Cristo". O papa, ao que tudo indica, prefere ser pop do que expor a verdade do evangelho a todas as criaturas. Prefere aquele velho discurso de que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. Deus, na verdade, rejeita o pecador, mas ama aquele que se arrepende do pecado e testifica frutos de justiça. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como diria o filósofo das ruas.

Quem prefere a rejeição de Deus e o caminho do egoísmo e da independência, toma para si o cálice da ira do Senhor. Defendendo falsas doutrinas do "amorzinho de Deus", como se o Senhor fosse como aqueles avós que deseducam os filhos de algumas famílias, passando a mão na cabeça dos filhos que insistem no erro. "Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer". (Lucas 12:5)

Oro ao Senhor para que essas distorções não façam com que muitos creiam num universalismo tão danoso para as almas carentes de Deus. O universalismo é a crença de que todos serão salvos e o inferno não existe. É mais ou menos o que move os católicos, principalmente os chamados não praticantes. Para alguns, existe um meio termo chamado purgatório, que permite a remissão dos pecados pós-morte. Para outros, as almas tem uma nova chance na reencarnação. Doutrinas heréticas e distantes da verdade do evangelho segundo Jesus. Mas o verdadeiro evangelho não está na moda e nem leva milhões de brasileiros à praia. Pregar sobre a ira de Deus afasta os pecadores que não buscam a verdade. Melhor falar de um Deus inclusivo, dirão os "marqueteiros" religiosos. Que o Senhor tenha misericórdia daqueles que estão sendo enganados. 

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  1. Realmente o Papa deixou a desejar, faltou pregar realmente a palavra, os discursos foram voltados para os jovens mas em uma linguagem que não aprenderam muita coisa da palavra de Deus, sendo assim cabe a nós alertar desses acontecimentos.

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