Archive for Julho 2013

O papo do papa e a ira de Deus


A maior marca da passagem do Papa pelo Brasil parece ter sido a declaração inclusiva aos gays feita num avião de volta a Roma. Pelo menos foi o que deu a entender a mídia sensacionalista nacional e seus alto-falantes nas redes sociais. Interpretação dúbia para uma declaração efetuada num contexto específico em resposta a um questionamento da repórter Ilze Scamparini.

A pergunta tinha por base uma manchete sensacionalista de um jornal italiano citando o relacionamento homossexual de um membro do Vaticano que estaria sendo protegido por um lobby gay interno na administração episcopal. Em sua resposta, o papa disse dentre outras palavras: "Se uma pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?".

Foi o bastante para os ativistas gays incendiarem as redes sociais. Aproveitando para comparar com a postura dos chamados crentes em relação ao homossexualismo. Os católicos foram às ruas mostrando a diferença no discurso de "ataque" dos evangélicos, argumentando que essa é a verdadeira postura cristã.

A questão não é o que o papa disse, mas o que ele deixou de dizer. A aceitação amorosa de todas as pessoas é uma atitude cristã. Jesus foi amoroso com todos os pecadores dispostos a rejeitar seu pecado. Os cristãos também são assim. A igreja católica ou evangélica também deveria agir assim. Aceitando as pessoas como elas são, sem querer transformá-las por meio de legalismos estéreis, mas pela obra regeneradora do Espírito Santo.

Mas isso não quer dizer que o corpo de Cristo vai deixar de expor a verdade sobre o comportamento homossexual segundo a Bíblia, somente para não constranger aqueles que adotam essa prática. Coisa que o pontífice fez questão de omitir para não desagradar o pensamento da maioria. Preferiu um discurso carregado de hipocrisia que coaduna com o pensamento de quem tenta impor o celibato como uma condição natural para a humanidade, a partir do exemplo dos sacerdotes.

Alguns padres e religiosos de linhagem católica se apressaram em explicar que a igreja do papa aceita a homossexualidade, desde que o homossexual se abstenha de seu prazer sexual. Hipocrisia deslavada. Assim como a imposição do celibato para todos os sacerdotes, fato que desperta grande número de aberrações no meio católico. É claro que a opção pelo celibato é possível e verdadeiramente cristã. O apóstolo Paulo a fez, mas é uma exceção. Para os demais, é melhor casar do que viver "abrasado". Precisa ser uma opção e não uma regra.

Mas voltando ao tema da postagem, o papa deixou de explicar o que representa a homossexualidade de acordo com a explicação bíblica. Em Romanos, Paulo nos explica que a homossexualidade é consequência do abandono de Deus àqueles que o rejeitaram deliberadamente e ainda fizeram pouco caso do criador. "Por isso Deus os abandonou às paixões infames...". (Romanos 1:26a). "Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si". (Romanos 1:24).

Quem lê o primeiro capitulo de Romanos percebe que toda essa explicação bíblica para a homossexualidade faz referência à ira de Deus sobre a humanidade desconectada de seu criador que será revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça. A condição homossexual não é da natureza humana. É um comportamento nascido da consequência de o homem ter rejeitado a Deus. "Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis". (Romanos 1:20)



Dizer essa verdade não é politicamente correto nos dias de hoje. É homofóbico, dirão os ativistas. Como bem disse o músico cristão Stenio Marcius: "Todo mundo quer se sair bem na fita como 'paladino do amor' porque aceita tudo, inclui tudo, crê em tudo, justifica tudo. Isso é pós-modernidade e não o evangelho do Senhor Jesus Cristo". O papa, ao que tudo indica, prefere ser pop do que expor a verdade do evangelho a todas as criaturas. Prefere aquele velho discurso de que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. Deus, na verdade, rejeita o pecador, mas ama aquele que se arrepende do pecado e testifica frutos de justiça. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como diria o filósofo das ruas.

Quem prefere a rejeição de Deus e o caminho do egoísmo e da independência, toma para si o cálice da ira do Senhor. Defendendo falsas doutrinas do "amorzinho de Deus", como se o Senhor fosse como aqueles avós que deseducam os filhos de algumas famílias, passando a mão na cabeça dos filhos que insistem no erro. "Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer". (Lucas 12:5)

Oro ao Senhor para que essas distorções não façam com que muitos creiam num universalismo tão danoso para as almas carentes de Deus. O universalismo é a crença de que todos serão salvos e o inferno não existe. É mais ou menos o que move os católicos, principalmente os chamados não praticantes. Para alguns, existe um meio termo chamado purgatório, que permite a remissão dos pecados pós-morte. Para outros, as almas tem uma nova chance na reencarnação. Doutrinas heréticas e distantes da verdade do evangelho segundo Jesus. Mas o verdadeiro evangelho não está na moda e nem leva milhões de brasileiros à praia. Pregar sobre a ira de Deus afasta os pecadores que não buscam a verdade. Melhor falar de um Deus inclusivo, dirão os "marqueteiros" religiosos. Que o Senhor tenha misericórdia daqueles que estão sendo enganados. 
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Posted by Fred Novaes

O papa é pop?

Depois de um bom tempo, volto ao blog para falar sobre a visita do líder da igreja romana ao Brasil, que mobilizou grande parte da mídia nacional e atraiu bom número de políticos interessados em elevar a popularidade de carona no pontífice católico. Papa Francisco fez bem o seu papel, no objetivo de modernizar o discurso da igreja católica e resgatar fiéis, das "garras" das igrejas evangélicas e, principalmente, do ateísmo e do agnosticismo. Seu objetivo foi claro: fortalecer o catolicismo no país, com um discurso adequado aos novos tempos, milimetricamente amparado no senso comum.

Deixou de lado muito de seu perfil defensor de questões espirituais e adotou uma postura mais progressista. Falou de paz, solidariedade aos mais pobres, obras de caridade, desapego ao dinheiro, valorização do casamento, humildade e definiu uma nova forma de o sacerdote se relacionar com as pessoas, valorizando o afeto de uma mãe caridosa. Fez vibrar a massa católica e os adeptos do ecumenismo, incluindo até alguns que se intitulam evangélicos. No fim da viagem, concedeu entrevista rejeitando o julgamento aos gays: "Se um gay busca a Deus, quem sou eu para julgar?", sentenciou o pontífice, para a alegria de muitos nas redes sociais. Adequou seu discurso aos novos tempos, sem dúvida.

A questão a ser colocada é a seguinte: o papa fez propagar o Evangelho às criaturas carentes do verdadeiro Deus? Na semana em que foi manchete em todo o Brasil, qual a mensagem de conversão aos pecadores? Ao que parece, o evangelho pregado foi aquele "sabor de mel" cantado pela cantora Damares e a distribuição de indulgências aos participantes da Jornada Mundial da Juventude confirmou a manutenção de uma visão equivocada do Evangelho de Jesus que persiste desde a Idade Média.

Francisco também fez valer sua condição de representante de Jesus Cristo na terra, com “jurisdição sobre a igreja universal de Deus”. Não se sentiu nem um pouco constrangido com a idolatria de milhares de fiéis sedentos por Deus que lhe encaravam como se estivessem frente a frente com Jesus. Mesmo assim, desferiu um discurso de "humildade", muito bem sacado diante da propagação da doentia teologia da prosperidade por grande parte da igreja evangélica.

Mas parece que a intenção maior foi exaltar a figura do papa como único intérprete das Escrituras e fiel representante de Deus na Terra. Não vi o papa incentivar ninguém a ler a palavra de Deus. Ele disse para as pessoas serem menos egoístas, fiéis, mais solidárias e menos apegadas ao dinheiro. A Bíblia nos diz que isso é impossível sem substituir a nossa natural carnalidade. A mentalidade da carne é inimiga de Deus. Ela não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo.Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus.

O único meio de nos livrar desse estado natural da nossa natureza humana caída é nascendo de novo, pelo Espírito. Se reconhecendo como pecador que precisa ser transformado. Alimentando o espírito pela leitura sistemática da palavra de Deus e pela comunhão com Deus por meio da oração. É preciso renovar a nossa mente para que possamos experimentar e comprovar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. O melhor caminho é ruminando versículos até ao ponto que eles sejam absorvidos por nosso entendimento e estejam latentes em nossa memória para serem vividos e testemunhados em nosso dia-a-dia.

Termino dizendo que não precisamos de um novo Salvador. Nem de um intérprete para o Evangelho. Nem do governante de um país cercado de riqueza que venha falar de humildade somente porque anda em veículos dirigidos por motoristas, com os  vidros abaixados ou dorme em mosteiros. Que cada um analise a questão segundo a palavra de Deus. "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça". João 7:24


segunda-feira, 29 de julho de 2013
Posted by Fred Novaes

seguir pelo e-mail

críticas

populares

curtidas

Tecnologia do Blogger.

- Copyright © adora manaus -Metrominimalist- Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -