Posted by : Fred Novaes segunda-feira, 10 de junho de 2013

Minha última postagem gerou questionamentos interessantes que dão base para uma segunda abordagem sobre o tema das seitas que, por não serem bíblicas, deixam de ser cristãs, mesmo falando em Jesus. Minha reflexão tem amparo na Bíblia, logicamente, e defende o ponto de vista das doutrinas contidas ali. Não posso utilizar de argumentos de interpretação pessoal para temas dessa complexidade.

Quem sou eu para questionar o que está contido na Bíblia, se a base daquilo que creio teve origem exatamente no conteúdo bíblico? Assim é com todas as seitas que se dizem cristãs. Elas extraíram do conhecimento bíblico a raiz para o desenvolvimento de seu ensino. Se falam de Jesus é porque o conheceram pela Bíblia, mesmo tendo desvirtuado completamente o real sentido de seus ensinamentos.

A reflexão começa por aí. Você não tem elementos para questionar o que não conhece ou tem apenas uma noção superficial. As seitas que tentam levar o Jesus do jeito delas vão pelo mesmo caminho. Usam informações genéricas sobre Cristo, mas enveredam por um terreno pantanoso atraídas por um líder que, à semelhança de Satanás, busca trazer para si aquilo que é de Deus. Assim, inventam novos evangelhos que não guardam os princípios fundamentais da doutrina cristã para satisfazer suas ideias e invencionices.

Um dos principais argumentos daqueles que insistem em bradar por independência bíblica para a salvação é o mito da pureza natural que permitiria a alguém sem contato com a cultura cristã alcançar a salvação por meio de seu relacionamento pessoal com Deus. A exemplo de índios que nunca teriam ouvido falar de Jesus. Como se isso fosse realmente possível, uma vez que o Evangelho vem sendo espalhado a toda criatura há mais de 2.000 anos e praticamente não há mais povos isolados.


A primeira doutrina que precisa ser avivada para refutar esse argumento da pureza natural é a da queda da humanidade no Jardim do Éden, por meio de Adão, também conhecida como a doutrina do pecado original. Nela, aprendemos que todos nós nascemos pecadores e precisamos da graça para a salvação.Todos os homens herdaram a natureza humana corrompida pelo pecado de Adão. Sejam brancos, índios ou qualquer outro tipo. Os homens nascem todos com a corrupção da morte espiritual em seus corações, mortos em delitos e pecados quando entram no mundo (Ef: 2.1). Por isso, existe a necessidade de religação.

A única alternativa existente é anular sua natureza carnal e ficar debaixo da graça do Senhor Jesus (caminho, verdade e vida). Graça alcançada pela fé no preço pago por Jesus na cruz. Porque o homem é incapaz de alcançá-la por seus próprios meios. Não há evolução espiritual capaz de tornar o homem uma criatura melhor. Nós somos totalmente dependentes da misericórdia de Deus que enviou seu filho como Senhor daqueles predestinados à salvação. Não adianta um pajé, um monge ou um xamã buscar outro caminho, seja aqui ou na Índia. Todos esses outros caminhos levam a Satanás.

"Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos". (Romanos 5:18-19)

Do mesmo modo, aprendemos em Romanos 1 e 2 que os atributos invisíveis de Deus e seu eterno poder estão disponíveis a todos, independentemente de cultura, o que elimina a presunção de inocência de qualquer criatura. "Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis". (Romanos 1:20)

Porque Deus, criador, não é uma entidade que a criatura pode moldar segundo suas próprias expectativas e projeções. Ele é Pai, Senhor, e um justo juiz. Mas, de fato, muitos o confundem com outros deuses. Existe um evangelho da verdade, com porta estreita, único caminho de verdade e vida, com Jesus de ponta a ponta oferecendo a salvação pela graça, a partir da fé.

Mas existem, de fato, outros evangelhos, segundo o espiritismo, segundo o padrinho Sebastião, e outros, que se moldam aos desejos dos homens em determinada época, amparados pela chamado liberalismo teológico, para possibilitar doutrinas que minimizam fundamentos do cristianismo como o conhecimento sobre o céu e o inferno e inventam heresias como reencarnação e contatos com espíritos desencarnados para satisfazer aqueles que preferem fantasias espirituais a adorar e se render ao único digno de adoração.

Isso não é lavagem cerebral. É lavagem espiritual efetuada pelo Espírito Santo naqueles que depositaram sua fé em algo consistente, firmados na esperança deixada no lastro das palavras de Cristo. Podem me chamar de exclusivista radical, mas prefiro a consistência e a solidez de um evangelho com lastro histórico e espiritual do que um devaneio infantil derivado da filosofia, da cultura ou das ciências das religiões que acaba nos levando a uma indesejável apostasia.


Para finalizar, faço uma breve explanação sobre o inferno, que os defensores desses evangelhos inclusivistas dizem ser herança de uma tradição da igreja Católica para incutir o medo nos fiéis na Idade Média. As escrituras são bem claras sobre a doutrina do inferno. Nos quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), o próprio Jesus falou sobre o inferno em 15 oportunidades. "Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer." (Lc 12.5) "Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo." (Mt 18.9).

O inferno não é uma invenção de papas ou padres. Antes mesmo de Jesus, o salmista já alertava sobre o castigo daqueles que aborrecem a Deus. "Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus." (Sl 9.17). Nos Provérbios de Salomão, as referências ao inferno são abundantes. "Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno." (Pv 5.5). Quem tenta negar essa doutrina está no mínimo mal intencionado. São os mesmos defensores do evangelho da porta larga, onde tudo pode e o ensino precisa se adequar ao ensinado. O fim desses já está determinado:

 "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo ." (Ap 20.12-15)

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