Posted by : Fred Novaes quarta-feira, 20 de março de 2013



O pastor Marco Feliciano passou o dia retuitando mensagens de apoio que recebeu nessa rede social. Alguns, mais exaltados, já colocavam o deputado como futuro presidente do Brasil. Em mais da metade das mensagens, chavões pentecostais foram tão repetidos quanto grito de gol em jogo do Flamengo (rsrsrs, calma gente, é só uma piada). “Não toque no ungido” pra cá, “Deus é contigo” pra lá, “as portas do inferno não prevalecerão”....

Isso me faz refletir sobre o uso equivocado de alguns termos pela gospelândia. Tomando “posse” (rsrs) do versículo 15 no Salmo 105 (Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas), muitos gostam de levantar essa palavra como um slogan ameaçador contra qualquer um que venha criticar os chamados “homens de Deus” (geralmente pastores que atraem multidões, muitas vezes apelando para heresias descaradas).

Ledo engano e mais um engodo a ser repetido como uma panacéia mântrica aplicada infinita vezes fora do contexto. Alguns dos maiores e mais conhecidos hereges adoram repetir essa palavra, bíblica é claro, mas que usada fora de contexto passa a ser apenas mais um chavão evangélico. Benny Hinn é um dos que usam esse tipo de ameaça aos críticos. Alguns discípulos de Feliciano tentam incorporar esse discurso tentando lhe colocar num patamar acima das críticas.

Mas o que precisa ser claro é que debaixo da graça todos somos ungidos de Deus a partir do momento em que o Espírito Santo passou a habitar em nós. Os ungidos hoje não são apenas os sacerdotes, reis, pregadores ou cantores gospel. Pela lógica, se um crítico cristão não deve tocar num ungido, esse ungido não deve nem pensar em tocar no crítico (ungido pela fé). Nem ameaçar, usando a Bíblia para isso.



Enfim, digo tudo isso para argumentar que ninguém está isento de críticas por ser evangélico, pregador, cantor ou apologista. O exame de tudo o que os homens fazem em nome de Deus é parte do ser cristão. É parte do processo. Assim como faço eu ao expor minhas opiniões aqui neste espaço. Não estou isento de críticas.  

Ou Paulo não teria deixado essa recomendação expressa: “Já lhes disse por carta que vocês não devem associar-se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer. Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? Deus julgará os de fora. "Expulsem esse perverso do meio de vocês"”.
(1 Coríntios 5:9-13)    

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  1. Do mesmo jeito que o pai de Gideão não permitiu que o povo tocasse nele, pois "se Baal é deus, ele que contenda com Gideão", se o dito é "ungido de Deus", quem somos nós para nos intrometermos nesta peleja. Quem somos nós para dizer quem é ungido de Deus ou não. Onde se vende o unçômetro para podermos medir a unção de cada um? É brincadeira isso.
    PS.: não sou contra, nem a favor, do pr. Marco Feliciano, muito pelo contrário.
    Deus abençoe a todos.

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