Posted by : Fred Novaes sexta-feira, 30 de março de 2012


Muito se fala de homofobia (porque está na moda para os pauteiros de jornais), mas pouco ou nada da Cristofobia. Dessa ojeriza a qualquer manifestação religiosa ou de fé que vai de encontro às garantias expressas na Constituição brasileira. Movimento crescente nas redes sociais que caminha pari passu com a ascensão da militância LGTB e de grupos ateístas no país.

A mais recente manifestação de preconceito religioso vem daqueles que tentam ditar regras de conduta para redes sociais, notadamente o Facebook, o que mais cresce no país. A tentativa é desqualificar pessoas que querem expressar suas ideias e sentimentos na rede, apontando comportamentos considerados inconvenientes por essa “elite pensante” que tenta fazer das redes sociais um chá das cinco na Academia Brasileira de Letras.

Vejo muito do nazismo nesse tipo de atitude. E, como sempre, as manifestações (consideradas) religiosas acabam sendo o alvo principal. O jornalista Lucas Sposito publicou no site Clubalfa, da editora Abril, dez dicas para o leitor (a publicação é altamente machista, por sinal) manter um “bom nível” no seu Facebook. Bom nível pra quem? Começa por aí.

Mas vamos lá. O mandamento de número 6 do preconceituoso jornalista diz literalmente assim: “6. Jesus, Alá, Buda e Odin não têm Facebook. Mesmo que você acredite que um deles esteja lendo, publicar na rede social não é a melhor forma de pedir ajuda ou agradecer a graça recebida”. No mandamento 7 ele tenta mostrar que é isento: “7. Não vale só para os religiosos. Você não precisa mostrar que é ateu, e nem vai convencer alguém a virar um compartilhando imagens”.


Meu argumento é simples: quem disse que alguém que compartilha imagens com conotação religiosa ou não quer convencer alguém a virar um “qualquer coisa” ou religioso ou ateu. As pessoas fazem isso porque são livres para manifestar seus pensamentos e opiniões. Assim como ele pode e deve expressar a sua. Mas ele não deve dizer que a sua opinião é aquela que fará com que as coisas que ele enxerga tenham “nível”.

Enfim, é uma singela crítica que mostra como caminha o movimento articulado pela apostasia da sociedade brasileira. Nada contra esses movimentos e esses engajamentos. Prefiro pessoas com opinião às massas de manobra. Mas entro no contraponto desse tipo de manifestação dizendo que sou livre para fazer o que quiser nas redes sociais, desde que isso não fira os meus princípios. Não me preocupo com as regras que um pretensioso articulista tenta vender como comportamento de “nível”. Vai catar piolho de poodle, meu amigo, que eu sou livre para manifestar minha fé.

Para não dizer que não falei das flores, um versículo: “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”.
Colossenses 2:6-8

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  1. Belo artigo querido gostei muito,muitos hoje querem defender uma democracia de um lado só ou seja querem que os evangélicos tenham obrigação de concordar com tudo em quanto eles tem todo direito de dizer e fazer como quizerem.Se algum desajustado queima o alcorão quase gera uma guerra,mas se prendem,torturam e mtam cristãos,niguem sabe ninguem viu.

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  2. Grande Fred valeu pelo toque, a caixa do twitter deu certo!

    god bless you!

    Microscopicamente (João 3.30),

    Walter Filho

    http://blogdowaltim.blogspot.com

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  3. Se tu és tão a favor da liberdade de expressar o que as pessoas quiserem, qual a implicância em deixar o jornalista expressar o que ele considera de nível?
    Hipocrisia pura, já que liberdade de expressão só serve quando expressa aquilo que é TUA opinião. Bem característico desses pentecostais e derivados que perseguem e tentam, sim, converter todos aqueles com credo diferente ou ausência de credo.
    Além disso, se tu fosses um pouco mais isento, colocaria o link da matéria, na qual é possível ver que apenas 2 dos 10 itens citam religião, o que certamente demonstra como teu argumento de "as manifestações (consideradas) religiosas acabam sendo o alvo principal" é falho e tem um "coitadismo" intrínseco típico de grupos que se aproveitam de "verdades absolutas" para ganhar mais espaço na mídia.
    Deprimente, caro colega.

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  4. Prazado "Anônimo", te agradeço pela visita ao meu blog e pelo comentário. Gosto, respeito e zelo pelo contraditório, sempre, mesmo discordando das pessoas que se escondem por trás do "anônimo". Liberdade de expressão eu provo quando permito um comentário de um "anônimo" que me chama de hipócrita e perseguidor. Meu querido, não acredito em isenção no jornalismo, mt menos num blog de opinião. A intenção aqui não é mostrar isenção e sim expressar uma "opinião", mesmo quando demonstro uma certa implicância. Não coloquei o link porque já tentei em outra postagem e não consgui. Parabéns pelo uso do "coitadismo", semanticamente perfeito. Agora, amg, a única verdade absoluta é a Bíblia e seus princípios. Eu sou humano e me exponho a correr o risco de nem sempre acertar e não vejo problema nenhum e me retratar quando percebo algum equívoco ou excesso, o que não é o caso dessa postagem. No mais, continue lendo meu blog vc e seus comentários são mt bem-vindos, mas da próxima vez tenta deixar de lado o "anônimo" e mostre quem vc é que blog escreve para que eu possa retribuir, lendo e comentando as suas postagens. Afinal, como vc sabe, sou defensor da liberdade de expressão que não se coaduna com artimanhas dos "anônimos da internet". Grande abraço!

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