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Posted by : Fred Novaes sábado, 24 de dezembro de 2011


Quem vê esse número no título e não é um assíduo leitor da Bíblia talvez nem desconfie que esses caracteres numéricos escondem um segredo que pode ser encarado como a chave para a felicidade plena. Não aquela felicidade passageira que sentimos quando ganhamos um presente ou conquistamos alguma coisa com muito sacrifício. Esses algarismos, utilizados meio como um senha para entender a profundidade das palavras de Cristo, representam exatamente o resultado das vezes que Jesus, em Mateus 18:22, disse a Pedro que deveríamos perdoar, quando indagado se era necesário perdoar sete vezes. “Eu lhe digo: Não sete, mas até setenta vezes sete.”

É obvio que ninguém precisa ficar contabilizando quantas vezes perdoou para chegar no limite de Cristo, até porque, em nossa vida, acho que não encontraremos tantas situações em repetição para oferecer o mesmo perdão. Quem dera fosse possível, porque liberar perdão é, na minha opinião, o desbrotamento e, ao mesmo tempo, o aprofundamento do amor verdadeiro em nós. Mas Jesus, que vê além das aparências e sonda todos os corações, sabia que Pedro estava, na realidade, fazendo um desafio, uma vez que as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes. Aguerrido e voluntarioso, Pedro fez esse "arrodeio" para questionar sobre o limite do perdão e, mais uma vez, foi surpreendido com uma resposta profunda e poética, diante do número lançado, possivelmente não por acaso.

Conforme devocional do pastor Olavo Feijó, sobre essa reflexão, o Espírito não economiza: o que Ele me ajuda é muito mais do que setenta vezes sete...A resposta de Jesus, em outras palavras, poderia ser "infinitas vezes" ou que deveríamos perdoar "sem limites" e não ficar presos superticiosamente a números de qualquer tradição religiosa. Ainda me aproveitando do saber do pastor Feijó, afirmo que nos nossos relacionamentos, o perdão deve ser consequência não do tamanho da ofensa do outro, mas da qualidade espiritual do nosso amor. Para a pessoa sem Cristo é quase impossível perdoar. Quem me dá forças para perdoar é a ação do Espírito do Senhor em minha vida.

Muito linda e profunda essa análise. Como disse, é a chave da plenitude de felicidade. Mas como chegar até isso? Dimimuindo-se como pessoa, no sentido de suas próprias vaidades e idiossincrasias, e multiplicando-se os dons do Espírito em nós. É debaixo de muita oração e intervenção do Espírito. Porque nós somos humanos, pecadores por princípios, e vaidosos ao extremo. Mas Deus perdoou tantas coisas ao nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo, que qualquer ofensa que outro ser humano possa praticar contra nós, é irrisória, em comparação à Sua graça. Perdoar é o mínimo que podemos fazer. Se o teu coração te denuncia, ore, ore e peça a Ele aquilo que parece impossível. Libertos da mágoa, da raiva e do rancor e de todo tipo de sentimento semelhante a pessoa tira quilos e quilos das costas. Caminhar passa a ser muito fácil e prazero ao ponto de dar vontade de subir ao altos montes e dizer: eu te amo Paizinho e sair pulando de alegria, só porque Ele existe.

É o que eu tinha a dizer nesta manhã, inspirado pelo Espírito que habita em mim. É o mesmo que está em você, meu amado, basta colocar-se disponível para ouvi-lo. Nisto precisamos refletir e praticar todos os dias, porque somos humanos e vulneráveis ao pecado. Aproveito para pedir perdão a todos que magoei neste ano de 2011 e dizer que já perdoei a todos que me tenham ofendido para entrar 2012 com nada na minha mochila. Boas festas para todos e concluo com mais um ensinamento bíblico:
"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta".
Tiago 2: 26

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